Para Adolfo Melito, presidente do Conselho de Economia Criativa da Fecomercio, a ind?stria de games no Brasil tem potencial de R$ 3 bilh?es, sendo R$ 2 bilh?es em exporta??o. No entanto, a alta carga tribut?ria e a falta de profissionais qualificados n?o permitem realizar todo o potencial do setor.
Para combater esses entraves, a associa??o pretende enviar uma proposta para o Minist?rio da Ci?ncia de Tecnologia, pasta cujo respons?vel ? Aloisio Mercadante, que concorreu na ?ltima elei??o para Governador de S?o Paulo pelo PT e perdeu o pleito para Geraldo Alckmin, do PSDB.
O primeiro item do documento tem ?nfase em pol?ticas de incentivo ? capacita??o, cujas propostas v?o da cria??o de centros de refer?ncia em universidades at? coisas b?sicas como a melhoria da qualidade de ensino nos n?veis fundamental e m?dio. No segundo, a associa??o prop?e a redu??o dos principais tributos e uma revis?o do sistema de tributa??o, a fim de fomentar o desenvolvimento da ind?stria. Com menos destaque, tamb?m coloca na pauta o combate ? pirataria, cria??o de linhas de cr?dito para a atividade e incentivo ?s incubadoras de empresas inovadoras.
Sufocando a ind?stria
A alta carga tribut?ria ? um obst?culo para as desenvolvedoras de games, pois muitas das ferramentas para a produ??o de games s?o importadas e de alto valor (que ficam ainda mais caros com os impostos). Assim, o Brasil deixa de ser competitivo em rela??o a pa?ses que possuem uma pol?tica de incentivo ? produ??o de jogos, como acontece no Canad?.
A falta de bons profissionais se faz sentir em produtoras como a Hive Digital, que desenvolve principalmente jogos sociais. "Atualmente, temos 45 funcion?rios e h? capacidade para empregar 60 profissionais, mas falta m?o de obra qualificada", afirma o executivo-chefe Mitikazu Koga Lisboa. A companhia chegou ao faturamento de R$ 8 milh?es em 2010 apostando num nicho que cresce a olhos vistos.
E a aposta em setores espec?ficos ? um dos caminhos apontados por Andr? Forastieri, diretor editorial da Tambor Digital, para o pa?s ganhar destaque no mercado mundial de games. Ele cita como exemplo a Coreia do Sul, que apostou nos MMO (jogos online sem limite de jogadores) e hoje ? l?der no segmento. Para ele, um dos nichos que n?o tem "dono" na atualidade s?o os games educacionais. "? simples, barato e pode ser feito para v?rias plataformas", enumera as qualidades.
Jogos na m?o
O mercado para celulares s?o outro segmento em ascens?o, como aponta Pedro Henrique Franceschi, garoto de 14 anos que ficou famoso com um aplicativo que destrava o iPhone. No Brasil, 40% dos quem tem um celular jogam no aparelho e a produ??o de um game para celular necessita de menos m?o de obra e tem um p?blico muito maior que um t?tulo para console, por exemplo.
E, do alto de quem diz ter trabalhado na otimiza??o do cocos2D, uma das muitas bibliotecas de games dispon?veis de gra?a no mercado, d? dicas para quem quer desenvolver jogos: estudar linguagens como C, C++ e Java, saber ingl?s e F?sica (os manuais s?o nessa l?ngua e a ci?ncia ? usada nas anima??es), ler muito sobre elementos e recursos de jogo e praticar (fazendo jogos simples).
Por falar em desenvolvimento de games, come?a nesta segunda (28) a GDC (Game Developers Conference) de S?o Francisco, um dos mais famosos eventos sobre o assunto que UOL Jogos cobre in loco.
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